quarta-feira, 27 de abril de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Quanto vale você?Quanto vale seu voto?
“Eu vou votar no fulano
de tal porque tapou o buraco na minha rua”. “Eu vou votar naquele candidato que
me arrumar um emprego”. “Eu vou votar nessa pessoa porque ela me arrumou uma
consulta médica gratuita e uns remédios”. “Eu vou votar em fulano porque ele me
deu um saco de cimento pra eu terminar a minha calçada”. “Eu nessa eleição vou anular meu voto”, “ Vou rasurar”, “
Vou votar em branco”, “Todos os políticos são iguais, uma cambada de ladrões do
dinheiro do povo”, “ Estou de saco cheio de política”. “ Eu não sei em quem vou
votar. Voto em qualquer um que me você me falar”.
Você já ouviu estas
frases na rua ou na sua família? Ou você mesmo já falou algumas delas? Claro
que sim. Todos nós um dia já falamos alguma frase das citadas.
Outro dia estava na
loteria pagando uma conta e tinha uma senhora de uns 64 anos mais ou menos reclamando
do governo. Ela disse: Este ano eu vou votar em branco. Não estou satisfeita
com o atual prefeito, mas vou votar em branco. Na campanha, me arrumaram
remédios e depois que ganharam nem me conhecem mais ou nem se lembram mais da gente. Mesmo assim, eu não vou votar
em ninguém.
Entenda a diferença
entre voto em branco e nulo.
De acordo com a
definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele no
qual o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Já o voto
nulo ocorre quando o eleitor manifesta
sua vontade de anular, digitando na urna eletrônica um número inexistente, que
não corresponde a nenhum candidato ou partido político oficialmente
registrados. O voto nulo é apenas registrado para fins de estatísticas e não é
computado como voto válido, isto é, não vai para nenhum candidato, partido
político ou coligação.
O voto em branco como é
o caso da opinião desta senhora é interpretado como um ato de conformismo, em
que o eleitor está satisfeito com qualquer candidato que vencer. O voto nulo é
considerado um protesto, significa que o eleitor está descontente com a
proposta de todos os candidatos.
A população em geral
acredita que anulando ou deixando em branco mais de 50% dos votos a eleição será
anulada. Isto não é verdade, pois eles não serão computados aos votos válidos e
poderão até ajudar o candidato que não é do desejo popular maior, ou seja, essa senhora que está insatisfeita com o atual prefeito ,
votando em branco poderá estar ajudando que ele se perpetue no poder e se
reeleja. Olha que ingênua ignorância.
Ou seja, quanto maior o
número de votos nulos e brancos, menor a necessidade de votos válidos para
eleger um candidato. Por exemplo: no caso de 10.000 eleitores, se nenhum votar
em branco ou nulo, todos os votos serão válidos. O candidato vencedor será
aquele que receber 50% dos votos mais 1, isto é, 5.001 votos. No entanto, se
entre esses 10.000 eleitores, 50 votarem em branco ou anularem, haverá 9.950
votos válidos. Assim, o candidato será eleito se alcançar 4.976 votos.
Tentei explicar pra
essa senhora que se há o desejo de mudar a estrutura administrativa atual, a
única saída é através do voto.
Muitos políticos ainda agem na velha política do
coronelismo e no voto de cabresto. “ Eu te ajudo e você vota em mim”. Muitos “molham”
com migalhas as mãos de pessoas humildes usando-as para atingirem seus
objetivos e projetos pessoais ambiciosos de chegar ao poder público.
Na mesma fila, tinha
outro senhor que me surpreendeu com seu pensamento. Ele disse: “Tenho 67 anos,
mas minha cabeça é de jovem. Eu quero mudar minha cidade sim e vou votar
diferente”. Olha o paradoxo destas
duas pessoas.
Políticos coronelistas
são aves de rapina e raça de víboras, como dizia São João Batista. Não querem que
o eleitor saiba que através do seu voto, ele pode mudar a vida de seu bairro,
de sua cidade, de seu estado e de seu país. Maus políticos não gostam de lidar
com pessoas com nível intelectual mais alto, eles querem que as pessoas
continuem sendo iletradas, com pouco estudo e com essa ingênua ignorância que os deixa à
mercê da manipulação deles.
Procure saber qual a
função de cada cargo público. O que faz um vereador, um prefeito, um
governador, um deputado e um presidente. Abra sua mente. Analise os candidatos.
Pesquise a vida de cada um. Se a pessoa está na lista de ficha suja, se
responde por improbidade administrativa ou se foi envolvido em escândalos,
desconfie. Pessoas com esse histórico não são nada confiáveis.
Não venda seu voto pelo
cimento, pelo remédio, pela “boquinha”, por 50 reais ou mil reais, por uma
promessa de que se ganhar colocará você em algum setor. Não acredite.
Muitos eleitores vendem
seu voto em benefício próprio, em busca de resultados imediatistas. Precisamos
acabar com esse tipo de comportamento nas eleições. Os eleitores devem ter a
consciência que a partir do momento em que trocarem seu voto por alguma coisa
individual, acaba o compromisso do candidato com o eleitor e com sua
comunidade.
Um comportamento como
esse até pode resolver um problema momentâneo da pessoa, mas o seu futuro e de
sua família e da sua comunidade fica comprometido. Nunca é demais repetir:
vamos escolher melhor nossos candidatos. Se aparecer algum com muito dinheiro;
muita propaganda; muitas promessas; desconfie. Vote contra. Vote em alguém do
seu ramo, da sua confiança.
Vote em alguém que já
provou conhecimento, dedicação, honestidade e que nunca teve processos
judiciais. Que seja ficha limpa.
Muitas pessoas reclamam
de políticos que estão no poder há 20, 30 anos, ou seja, se reelegem a cada
eleição e nada fazem pelo povo. Infelizmente quem os coloca lá, somos nós, com
o nosso voto.
Nós pagamos o salário
deles e suas regalias e por isso eles têm por dever ajudar o povo produzindo
leis justas que contemplem várias esferas da sociedade.
O seu voto não é apenas
pra beneficiar você, ou sua rua, ou seu bairro. O seu voto é pra beneficiar a
sociedade como um todo.
Pense nisso. Mude sua visão sobre política. Pense de
forma global. Você vale muito mais que um buraco tapado ou um saco de cimento.
Pense na sua comunidade, na sua cidade, quantas pessoas, assim como você podem
ser beneficiadas com leis que ajudem a resolver pendências do seu dia a dia ,
sejam elas nas áreas de educação, de saúde, de transporte, obras e serviços.
Pense grande. Pense coletivo. Vote com consciência e não por favores.
Quanto vale seu voto?
Quanto vale você? Pra pensar.
domingo, 17 de abril de 2016
Sobes on line 4
Ano 1- n° 4- Abril- 2016- Publicação Quinzenal da Sobes- Editora: Renata Idalgo MTB 23489-JP
Sobes Rio na defesa e
formação dos profissionais de Engenharia de Segurança do RJ
Prof. Alexandre Mosca é presidente da Sobes-Rio. Engenheiro Químico e
de Segurança do Trabalho e Especialista em Meio Ambiente, QSMS e Saúde do
Trabalhador cumpre seu segundo ano de mandato à frente da Sobes-Rio
1- Com cerca de 5 mil perícias pendentes de realização nos feitos
trabalhistas em trâmite na 1ª Região, o TRT/RJ ganhou importante reforço para
dar andamento àqueles processos que estão parados aguardando a produção de
prova pericial. Na última terça-feira (29/3), os juízes que atuam nas Varas
Trabalhistas do Estado do Rio de Janeiro passaram a ter à disposição uma
relação de engenheiros de segurança do trabalho fornecida pela Sobes que
aceitam receber honorários periciais ao término do processo. Como você vê esta
vitória para os engenheiros de Segurança do Trabalho aqui no Rio de Janeiro?
Mosca- Eu vejo de forma extremamente positiva. Há algumas décadas, o Rio de Janeiro, tem uma entidade
precursora, a Sobes-RIO, em defesa dos Profissionais de Segurança do Trabalho. O
Estado do Rio de Janeiro foi primeiro a instalar a Câmara de Engenharia de
Segurança do Trabalho no Sistema Confea/ Creas, sob a liderança de Reynaldo
Barros, Presidente do Crea-RJ e do Dr. Jaques Sherique. A Fundacentro, o TRT e
o Ministério Público, sempre muito fortes, comprometidos e competentes, somam a
um estilo ideológico próprio em defesa da saúde do trabalhador e as instituições
de ensino de primeira linha no Estado, são responsáveis pelo sucesso de nossa profissão.
Atualmente, a certificação de Peritos pela Sobes vem crescendo, e só temos a
elogiar a determinação do TRT na busca da solução para essas pendências que
levam justiça social e também por escolher profissionais qualificados
pela Sobes. Nosso desafio agora é ter pessoas dispostas a seguir a carreira,
por isso estamos abrindo mais uma turma de Formação de Peritos pela Sobes este
ano.
Alexandre Mosca entre Reynaldo Barros e Jaques Sherique, precursores da Engenharia de Segurança no RJ
2- O 19° Curso de Formação de Peritos Judiciais de Periculosidade e
Insalubridade e Aposentadoria Especial está sendo um sucesso. A que você
atribui esta grande procura dos engenheiros para o ramo de perícias tendo em
vista que a Sobes Rio tem se colocado como mola propulsora deste processo de
formação? Como presidente da Sobes Rio que tem acompanhado esse processo qual a
perspectiva e a previsão para novos cursos nesta área?
Mosca- Primeiro, com a crise, muitos de nossos colegas estão
buscando uma fonte de receita alternativa, e ai, temos o encontro da
necessidade de Peritos com o interesse de se qualificar. Praticamente todos os
peritos que indicamos, já receberam convites para uma perícia. Foram menos de
200 Peritos que indicamos ao TRT, veja só, realmente temos que trabalhar muito,
por isso já estamos aceitando pré inscrição para o 20° Curso que acontecerá no no
segundo semestre de 2016.
VEM AÍ o 20° Curso
de Formação de Peritos Judiciais de Periculosidade e
Insalubridade e
Aposentadoria Especial.
INFORMAÇÕES: SOBES-
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA- Av. Rio Branco, 133 -
22º andar Centro- RJ- (21) 2242-2278
|
TRT/RJ ganha reforço
para processos com perícia
Fonte:
TRT-1 Região
Com
cerca de 5 mil perícias pendentes de realização nos feitos trabalhistas em
trâmite na 1ª Região, o TRT/RJ ganhou importante reforço para dar andamento
àqueles processos que estão parados aguardando a produção de prova pericial. Na
última terça-feira (29/3), os juízes que atuam nas Varas Trabalhistas do Estado
do Rio de Janeiro passaram a ter à disposição uma relação de engenheiros de
segurança do trabalho que aceitam receber honorários periciais ao término do
processo.
No
processo trabalhista, muitas vezes o trabalhador requer a prova pericial, mas
não tem condições financeiras de antecipar os honorários, o que atrasa a
tramitação processual em casos nos quais os peritos só se dispõem a receber
antecipadamente.
Como
uma tentativa de amenizar esse problema, a listagem é resultado de uma parceria
entre a Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança (Sobes), através do seu
diretor Jaques Sherique, e o TRT/RJ, no âmbito do Programa Trabalho Seguro, que
tem como gestoras, junto ao Regional fluminense, a desembargadora Maria das
Graças Cabral Viegas Paranhos, presidente do Tribunal, e a juíza do Trabalho
Substituta Elisa Torres Sanvicente.
Na
nova lista de peritos, constam os nomes de 74 engenheiros, bem como seus
respectivos endereços eletrônicos, telefones e as informações quanto à
possibilidade de realização de perícias fora da capital. Os profissionais já
estão providenciando seu cadastramento no TRT/RJ por meio do Sistema
Informatizado de Cadastro Geral de Especialistas (e-Cage), sistema do Tribunal
que unifica as informações de peritos, intérpretes e tradutores juramentados,
conforme suas habilitações legais e qualificações técnicas.
Os
engenheiros que integram o rol participaram de seminários de capacitação
promovidos pela Sobes, em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e
Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), entre setembro e dezembro de 2015.
NOMEAÇÃO
DE PERITOS
Como
explica a juíza Elisa Torres Sanvicente, a listagem é sugestiva e não possui
caráter impositivo, já que a nomeação dos peritos é feita livremente pelos
magistrados, conforme as peculiaridades de cada processo, não guardando o
Tribunal ou o Programa Trabalho Seguro qualquer responsabilidade ou vinculação
com o encargo que será exercido pelo profissional, caso seja nomeado para
realização da perícia.
A juíza do Trabalho Elisa Torres Sanvicente, ao microfone, gestora
regional no primeiro grau do Programa Trabalho Seguro na 1ª Região, no
Seminário Trabalho Seguro, realizado no dia 27/11/15, no Prédio-Sede do TRT/RJ.
Na foto também a vice-presidente da Sobes-Rio, Maria Cristina Félix.
“Acreditamos,
contudo, que a lista em comento será de grande valia e depositamos esperanças
na melhoria desse quadro desafiador, com vistas a evitar prejuízos aos
jurisdicionados. O Programa Trabalho Seguro seguirá envidando esforços no
sentido de sensibilizar as diversas entidades parceiras em relação à gravidade
deste problema, buscando, assim, o apoio possível, dentro dos limites de
atuação e competência de cada instituição, para a superação dos obstáculos que
paralisam tantos processos no Estado”, afirmou a magistrada.
SOBRE
O PROGRAMA TRABALHO SEGURO
Instituído
pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho Superior da Justiça do
Trabalho (CSJT), o Programa Trabalho Seguro – Programa Nacional de Prevenção de
Acidentes de Trabalho tem como objetivo precípuo reverter o cenário de
crescimento do número de acidentes de trabalho registrado no Brasil nos últimos
anos.
Clique aqui
para ler o ofício enviado aos juízes do Trabalho da 1ª Região com as informações
sobre a parceria entre o TRT/RJ e a Sobes.
http://www.trt1.jus.br/documents/10157/451cee6d-eb6b-42ed-b8ff-72f056539b1c
ENTREVISTA ESPECIAL- PRESIDENTE
DO TRT-RJ DA 1ª REGIÃO DESEMBARGADORA Maria das Graças Cabral Viegas Paranhos.
A
desembargadora Maria das Graças Cabral Viegas Paranhos, presidente do TRT/RJ e
gestora regional do Programa Trabalho Seguro na 1ª Região, discursa em Ato
Público Rural voltado para conscientizar trabalhadores da lavoura de
cana-de-açúcar sobre a prevenção de acidentes laborais. O evento foi realizado
no dia 12/12/14, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense
1-A SOBES,SOBES RIO e a
ABEST vem realizando ao longo dos anos vários eventos, debates, palestras e
cursos tendo como base a questão da saúde e segurança do trabalhador. Como a
senhora vê essa parceria com o TRT?
Desembargadora Maria
das Graças-
Extremamente positiva. De forma geral, a interação do Judiciário com a
Sociedade, e em particular no âmbito do Programa Trabalho Seguro, mostra-se
essencial. Os tribunais não estão sozinhos, mas ao contrário, integram de forma
indissociável o tecido social. No caso dessas entidades, são especializadas na
matéria, e trazem esclarecimento que em muito beneficia a jurisdição, nossa
atividade-fim.
2-O CAPE-ST- Cadastro
de Acreditação Profissional e Empresarial em Segurança do Trabalho surgiu
através de uma ideia estudada há algum tempo, em função da grande demanda de
perícias pendentes no Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região. Com a
retração do mercado de trabalho, surgiu também uma procura muito grande de
profissionais interessados nas atividades periciais. Mas a ideia tomou força
com o incentivo de juízes, da Juíza Elisa Torres Sanvicente e da senhora, em
reunião realizada no seu gabinete. Como está o andamento deste processo?
Desembargadora Maria
das Graças- Um dos
objetivos do Programa Trabalho Seguro é promover a eficiência jurisdicional,
notadamente em relação aos processos envolvendo matéria acidentária, uma
competência jurisdicional que ainda pode ser chamada de nova, para a Justiça do
trabalho. É compreensível que esses processos mereçam nossa atenção pois via de
regra não são meramente patrimoniais. Envolvem a própria dignidade das vítimas
e suas famílias. Desta forma, clamam por celeridade. As gestoras regionais do
Programa Trabalho Seguro no Rio de Janeiro identificaram o travamento de
numerosos processos que permaneciam parados por falta da necessária prova
pericial, esbarrando seus autores na exigência de depósito prévio. Neste
aspecto, a SOBES, SOBES-RIO e a ABEST colaboraram sobremaneira para implementar
a ideia de eliminar essa exigência de depósito prévio que, por motivos óbvios,
como a carência econômica dos reclamantes, impedia o regular andamento dos
processos.
Uma mudança no cenário profissional, com o ingresso de
numerosos profissionais, muitos deles bem qualificados, propiciou a instituição
do CAPE-ST, como ferramenta para o juiz dar andamento aos processos. Sob o
ponto de vista institucional do TRT-1 e sua finalidade, torna-se possível novamente
falar em razoável duração do processo.
Por estas razões, e porque parecia um obstáculo
intransponível, já que por diversos anos vigorou esta exigência de depósito
prévio, o CAPE-ST é um marco histórico cuja importância talvez ainda não se
perceba claramente.
3-O cadastro funciona,
tendo por base a capacitação realizada pela SOBES- BRASIL ou por suas entidades
integradas, onde após a capacitação, uma comissão de especialistas avalia o
nível de conhecimento do profissional e atribui uma posição no cadastro. O novo
Código de Processo Civil que prevê no seu artigo 156, que o Juiz será assistido
por perito quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou
científico, estando previsto no seu parágrafo primeiro que os peritos serão
nomeados entre os profissionais legalmente habilitados e os órgãos técnicos ou
científicos devidamente inscritos em cadastro mantido pelo tribunal ao qual o
juiz está vinculado. A senhora pode comentar sobre esse novo Código do Processo
Civil no que concerne a esta assistência?
Desembargadora Maria
das Graças-
Primeiramente, cabe observar que na sistemática processual anterior já vigorava
esta regra, essencialmente. A novidade é a existência de cadastro junto ao
tribunal. Entendo que esta particularidade confere transparência e
impessoalidade na designação do especialista auxiliar do Juízo. Isto é muito
positivo, inclusive para o magistrado que dirige as provas do processo, pois
desaparecem relações subjetivas que poderiam condicionar, de alguma maneira, o
resultado do processo, o que, obviamente, é indesejável em qualquer sistemática
processual.
A iniciativa do TRT-1, através do Programa Trabalho Seguro,
teve origem em momento anterior ao advento do novo Código de Processo Civil,
pois responde a uma especificidade da nossa Região, mas acaba por atender a
nova legislação processual. Duplamente oportuna, portanto.
4-O que o perito
representa para o TRT? Ele atende às duas demandas? Qual o papel do perito no
TRT?
Desembargadora Maria
das Graças- O perito
é um auxiliar do Juízo, por definição legal. Como já salientado, ele atua para
ajudar o julgador a solucionar os casos quando há questões técnicas envolvidas
e que o juiz, muitas vezes, por mais ilustrado que seja, não tem condições de
definir. Assim, é extremamente importante o trabalho pericial, e que seja de
boa qualidade, para evitar erros judiciários e outras anomalias. É regra
processual que o juiz não está adstrito ao laudo pericial, podendo rejeitar o
resultado, por sua experiência, repetição de casos, ou por perícias de
desempate. Assim, também, é importante que os juízes tenham conhecimento da
matéria, embora isto não seja necessário na profundidade de um especialista.
Saliento que a perícia é um requisito legal nos processos em
que se discute a existência de condições insalubres e perigosas. É uma
exigência do artigo 195, § 2º, da CLT. Daí a importância para o próprio
cumprimento da finalidade da Justiça do Trabalho, ou seja, o regular andamento
dos processos.
5- O engenheiro
mecânico e de Segurança do Trabalho, Vicente Carneiro Cardoso foi um dos alunos
do Curso da Sobes que recebeu e-mail do TRT-RJ para cadastro geral de
especialista no e-Cage. Ele disse que é muito gratificante saber que todo o
esforço, tempo e dinheiro investido está se consolidando com esse chamamento do
TRT. Que expectativas estes profissionais que foram chamados para cadastro
podem esperar do TRT?
Desembargadora Maria
das Graças-
Esperamos que os nossos magistrados se beneficiem do cadastro, até por
exigência da nova legislação processual, que novos profissionais se sintam
estimulados, e que predomine a seriedade profissional na resolução das causas.
Se a iniciativa do tribunal e do Programa Trabalho Seguro vem ao encontro dos
anseios da classe profissional, tanto melhor, pois ao fim e ao cabo estes
cidadãos também são trabalhadores.
6-A SOBES vem indicando
candidatos á peritos para o Tribunal, além disso está realizando 19° Curso de
Formação de Peritos Judiciais de Periculosidade e Insalubridade e Aposentadoria
Especial que começou dia 16 de fevereiro e vai até 21 de junho. O que a senhora
acha deste trabalho de capacitação profissional?
Desembargadora Maria
das Graças- Como já
salientei, é fundamental que as entidades acreditadoras promovam esses cursos,
inclusive porque ao longo do tempo vão aprimorando ás especificidades do
trabalho do perito judicial. As práticas processuais vindouras irão balizar
essa capacitação. Contamos com esse apoio e outras entidades, de outras áreas
profissionais, como a de médicos, não estão excluídas.
Notícias
Internacionais- Sobes-Abest
Abertura da SHO 2016- International
Symposium on Occupational Safety and Hygiene.
O presidente da Academia Brasileira de
Engenharia de Segurança no Trabalho-Abest,
Evaldo Valladão participou da SHO 2016- International Symposium on Occupational
Safety and Hygiene que foi realizada nos
dias 23 e 24 de março na Universidade do Minho, em Guimarães, Portugal. O
encontro discutiu o futuro da engenharia com a colaboração multi e interdisciplinar nas áreas da higiene e
segurança no trabalho. A conclusão resulta do Colóquio Internacional de Segurança
e Higiene Ocupacionais. O encontro reuniu cerca de 300 participantes vindos de
16 países, incluindo Portugal. O evento contou com a colaboração das
universidades do Minho, Porto, Técnica de Lisboa, Politécnica da Catalunha
(Espanha) e de Delft (na Holanda).Na ocasião também, a Revista Segurança, de
Portugal, conferiu a Medalha Comemorativa pelos seus 50 anos ao presidente da ABEST
Evaldo Valladão, que representou a Engenharia de Segurança no Brasil.
Valladão recebe a medalha das mãos
da Dra. Isabel Santos, diretora da Revista Segurança, a mais importante e
categorizada da Península Ibérica.
Cursos da Sobes
- Projeto de Segurança contra
Incêndio e Pânico – Básico.
- Higiene Ocupacional.
- Cabos de Aço.
- Como Fazer Corretamente o PPP, o
PPRA.
A SOBES, em parceria com a FTEC
Politécnica Virtual, promoverão os seguintes Cursos:
Legislação e Normas
Regulamentadoras para Segurança do Trabalho
Qualidade, Segurança, Meio
Ambiente e Saúde
Certificação em Qualidade,
Segurança, Meio Ambiente e Saúde
Pós-graduação em Segurança, Meio
Ambiente e Saúde (SMS)
Informações : (21) 2242-2278 sobes@sobes.org.br
|
FALE COM A SOBES:
SOBES - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA
Av. Rio Branco, 133 - 22º andar Centro - Rio de Janeiro - RJ. Cep 20040-006
(21) 2242-2278 sobes@sobes.org.br
Pioneira desde 1971.
sábado, 16 de abril de 2016
Poder público de São Gonçalo abandona Políticas Públicas e Movimentos em Defesa da Mulher
“Mulher é morta pelo
próprio companheiro na Comunidade do Escadão, no Galo Branco”, “Ex-marido
mata mulher a facadas no Coelho em SG”, “Dona de casa é morta por marido e seu
corpo é encontrado dentro de porta mala na BR-101, em Guaxindiba”, “Professora
é morta após ser estuprada e esfaqueada em Brasilândia, São Gonçalo”, “Mulher
morre depois de ser espancada dentro de casa, em São Gonçalo”. Todas estas
frases são títulos de matérias que saem nas
páginas policiais dos jornais, o que nos leva a resumir toda esta
barbárie em uma só frase: AS MULHERES DE SÃO GONÇALO ESTÃO DESPROTEGIDAS.
Falta
de proteção e descaso definem bem a
situação das mulheres gonçalenses em relação à violência doméstica na gestão do
atual prefeito. Entregues à própria sorte nas mãos de maridos, ex-maridos,
companheiros ou namorados agressivos e sem onde recorrer para pedir ajuda,
tornam-se vítimas fáceis de seus algozes. O resultado disso são casos cada vez
mais frequentes de mulheres sendo assassinadas brutalmente por seus
companheiros, conforme ocorreu recentemente nos bairros do Coelho e em
Guaxindiba, onde o ex-marido ateou fogo à casa matando a si próprio, a mulher e
um dos filhos.
Msrisa Chaves afirma que políticas em defesa da mulher em SG retrocederam |
De
acordo com a representante do Movimento de Mulheres de São Gonçalo, Marisa
Chaves, o atual prefeito desde o início de seu mandato, sequer recebeu representantes
do Movimento de Mulheres em seu gabinete,
apesar dos inúmeros ofícios enviados. “ A
defesa de mulher e da sociedade gonçalense como um todo, vem sofrendo nestes
três anos grandes perdas como o
fechamento do Centro Especial de Orientação à Mulher Zuzu Angel (Ceom) de
Neves.Há oito meses sem realizar suas atividades, sob alegação da prefeitura de que seria reformado,
o Ceom até hoje não foi devolvido à população feminina de São Gonçalo".
Prestes a completar 19 anos em 26 de agosto de 2016, o Ceom Zuzu Angel foi o primeiro centro público de atendimento às mulheres expostas às situações de violência doméstica e de gênero. “Antes, as mulheres encaminhadas pelas delegacias após casos de violência, iam direto para o Ceom. Mas, agora muitas estão deixando de ser atendidas por que o local está fechado ”, explica Marisa.
Prestes a completar 19 anos em 26 de agosto de 2016, o Ceom Zuzu Angel foi o primeiro centro público de atendimento às mulheres expostas às situações de violência doméstica e de gênero. “Antes, as mulheres encaminhadas pelas delegacias após casos de violência, iam direto para o Ceom. Mas, agora muitas estão deixando de ser atendidas por que o local está fechado ”, explica Marisa.
Outra
perda importante foi a extinção em 2014, da Subsecretaria Municipal de
Políticas para Mulheres que trabalhava com um orçamento de 2 milhões, o que
ajudava a desenvolver políticas públicas para as mulheres. Com a criação da
coordenadoria, esse valor orçamentário passou para 1 milhão e 990 para ser
distribuído em três partes, voltados para Atenção ao Idoso, Mulher e Pessoas
com Deficiência., ou seja , o orçamento destinado às políticas para mulheres
diminuiu consideravelmente e prejudicou o trabalho. Fora que os cargos comissionados aumentaram”,
afirma Marisa que apontou outras perdas. “O Conselho da Mulher perdeu sua sala
e a Casa Abrigo da Mulher, entregue à
Prefeitura de São Gonçalo, em 2012 pela Secretaria de Estado de Assistência
Social e Direitos Humanos (SEASDH) continua fechada. Eu já perdi a esperança de
que este abrigo vá entrar em
funcionamento nesta gestão”.
Marisa Chaves foi convidada pela
REDE-SG para ministrar a palestra "Mulheres no Século XXI:
Desafios e Avanços"
André Correia e Rafaela Silva do diretório da REDE-SG fazem a abertura da palestra |
“Fiquei
muito feliz com o nascimento da REDE que
vem pra trabalhar justamente em rede com
perspectivas de articulação e eu pretendo contribuir para o processo de
reflexão sobre os avanços e desafios da mulher no século XXI, começando pela década
de 20 e chegando aos dias atuais, onde temos alguns retrocessos que colocam em
risco conquistas históricas de movimentos
de mulheres e feministas pelo
Brasil como por exemplo a perda do Ministério da Mulher que passou a ser
uma Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, o que significou perda de orçamento e recursos
financeiros, Em São Gonçalo tivemos um retrocesso geral nas políticas em defesa
da mulher .A gestão atual não tem
mostrado nenhum compromisso com as politicas para as mulheres. A Campanha “São Gonçalo de mãos dadas pelo fim da
violência contra as mulheres” que já acontecia
há 7 anos consecutivos, não é realizada
desde que o atual prefeito assumiu a prefeitura”.
Dossiê Mulher
O
Dossiê Mulher 2015”, do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP),
aponta São Gonçalo como a cidade do Estado do Rio de Janeiro com o segundo
maior número de casos de ameaças contra o sexo feminino, com 3.711 registros em
delegacias. Já em relação
ao número de homicídios dolosos contra mulheres, São Gonçalo teve aumento de
18%, passando de 10 para 19 registros. "O Dossiê Mulher 2016 deve sair até o
final deste mês e a falta do Ceom já está sendo vista neste aumento da violência
contra a mulher em São Gonçalo nos homicídios
dolosos. A mulher pode até ir à delegacia, mas depois não dispõem mais do acompanhamento
do Ceom e não tendo tempo de se defender, acaba morrendo, vítima do seu agressor. Isso retrata o fracasso das politicas
públicas para as mulheres em São Gonçalo, o que tem contribuído para o feminicídio
(perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino, classificado como
um crime hediondo no Brasil)".
Diego São Paio conversa com mulheres
O vereador Diego São Paio assistiu a palestra e ao final conversou com a palestrante Marisa Chaves e as mulheres que participaram. Para Marisa, é importante que os pré-candidatos à Prefetiura de São Gonçalo assinem uma carta compromisso com o Movimento de Mulheres pra tentar resgatar pelo menos o que foi perdido.
Diego São Paio com mulheres de liderança em São Gonçalo |
terça-feira, 5 de abril de 2016
“Mulheres no Século XXI: Desafios e Avanços" na REDE-SG
O Coletivo REDE São Gonçalo convida a todas a mulheres
para um bate-papo sobre "Mulheres no Século XXI: Desafios e Avanços"
com a mediação de Marisa Chaves, do Movimento de Mulheres de São Gonçalo. Nas
discussões o papel da mulher na atualidade, as barreiras que enfrentamos e o
que já conquistamos. Vamos construir em debate o que é ser mulher hoje? Apenas
40 vagas, sendo 30% de homens.
Marisa Chaves de Souza é mestre
em Serviço Social pela UFRJ e Coordenadora do NEACA-SG, o Movimento de Mulheres
em São Gonçalo.
![]() |
Marisa Chaves- sócia fundadora do Movimento |
Movimento de Mulheres em São Gonçalo
O Movimento de Mulheres em São
Gonçalo é uma entidade organizada da sociedade civil, fundado em 1989, sem fins
lucrativos, de utilidade pública municipal, que tem como objetivos principais a
luta em defesa dos direitos das mulheres e contra as desigualdades e
discriminações decorrentes de sexo, raça/etnia, credo religioso e classe social.
Há 26 anos, no dia 08 de março de
1989, Dia Internacional da Mulher, foi criado o Movimento de Mulheres em São
Gonçalo. Mulheres gonçalenses se reuniram no Colégio Municipal Castelo Branco
para refletirem sobre a condição das mulheres e todos os encargos que as
acometiam pelo simples fato de terem nascido mulher. A luta em defesa dos
direitos humanos, sociais, políticos e econômicos deve ser abraçada por todos
os movimentos sociais que almejam por uma sociedade igualitária e sem
discriminações. “É preciso que nos deixemos inquietar, revoltar, desnaturalizar
o que está instituído, o que é colocado para nós como se não houvesse jeito de
mudar, pois, desta forma não nos conformaremos com a miséria, a desigualdade, a
discriminação”, disse Marisa Chaves, fundadora do Movimento,
O Restaurante Sintonia Fina fica localizado na
Av. Presidente Kennedy, 673 - Estrela do Norte-Rua do estacionamento do Clube
Mauá. Enviar inscrições com nome,
e-mail e telefone para o e-mail rafaelagonsil@gmail.com
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Somos todos azuis #
O
domingo do dia 3 de abril amanheceu com céu
muito azul e com a certeza de ajudar e celebrar uma causa nobre, a “Caminhada
de Conscientização do Autismo". Centenas de pessoas vestidas de azul
percorreram a orla da Zona Sul de Niterói passando pela Praia de Icaraí e
seguindo até o final da Avenida Jornalista Alberto Francisco Torres. O evento
teve início às 10h no Museu de Arte Contemporânea (MAC).O objetivo é
reivindicar a inclusão social de pessoas com autismo. Participaram da
caminhada pais e familiares de autistas, profissionais e apoiadores da causa.
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Renata Idalgo,Márcia Brito, Fátima Miranda e Verônica Inaciola na caminhada |
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Renata Idalgo, Diego São Paio e Márcia Brito |
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Márcia Brito, Renata Idalgo, Fátima Miranda e Verônica Inaciola |
Realizada
em Niterói pela primeira vez, a data da caminhada foi escolhida em função da
semana do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, 2 de abril, criado pela
Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. O evento é organizado pelo
terceiro ano pelo grupo “Movimento Família Azul”, que reúne responsáveis,
profissionais de saúde, de educação e apoiadores, das cidades de Niterói, São
Gonçalo e Itaboraí. De São Gonçalo, a professora Mila Figueira, de 47 anos, e a
funcionária pública Barbara Parente, de 42, são lideranças nesta causa e somaram
seus esforços como mãe de crianças autistas na luta pela igualdade de direitos
dos autistas na cidade.
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Saulo Laucas |
O tenor internacional, Saulo Laucas, cantou e encantou a todos na caminhada arrancando aplausos da multidão. Saulo é um exemplo de vida de um jovem cego que superou o autismo, entrou para a faculdade de música e virou tenor.
Diego São Paio é autor
de leis municipais que garantem direitos dos autistas
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Diego São Paio em defesa dos autistas |
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Diego São Paio fala ao final do evento |
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Renata Idalgo, Diego São Paio e Fátima Miranda |
O
vereador de São Gonçalo, Diego São Paio (Rede Sustentabilidade) participou da
caminhada e falou sobre a importância deste trabalho. “.A nossa região
metropolitana hoje serve como exemplo para outros municípios, e até outros
países, no que diz respeito às ações e políticas públicas para o autista. Somos
espelhos para o Brasil e por isso temos transmitido cada vez mais nosso
conhecimento e experiências à outras cidades. O grupo Família Azul é formado
por famílias e profissionais que atuam com pessoas autistas da região, mas a
caminhada sempre acaba recebendo gente de todo Estado”, disse.
Diego
já apresentou projeto de lei que institui a política municipal relativa aos direitos
das pessoas com TEA-Transtornos do Espectro Autista. Os projetos foram
sancionados no início de 2014, tornando-se Lei Municipal. Diego apresentou
também um projeto de Lei 260/13 que
cria a Semana Municipal de Conscientização do Autismo. Além disso, promoveu
a audiência pública “Autismo: “Conhecer e Agir” que reuniu pais, familiares, profissionais da educação e saúde,além de autoridades a fim
de esclarecer dúvidas sobre Autismo e falar da responsabilidade que o Estado e
o município tem de garantir e promover a inclusão social deste grupo .
O
Transtorno do Espectro Autista é uma disfunção no desenvolvimento que afeta a
capacidade de comunicação, de socialização, comportamento e, em muitos casos, a
linguagem. Para um melhor tratamento o diagnóstico deve ser feito antes dos dois
anos de idade.O que ainda não é realidade no nosso país.
Ícone
da defesa dos direitos dos autistas, Berenice Piana, empresária e moradora de
Itaboraí é uma das fundadoras do grupo Família Azul,, Ela também é uma das
autoras da Lei Federal 12.764 de 2012, que leva seu nome e que inseriu o
autismo entre as deficiências físicas, garantindo acesso ao diagnóstico, ao
tratamento, à educação e à cidadania.
Mãe
de um menino autista (hoje com 19 anos), Berenice conta que desde que recebeu o
diagnóstico de seu filho, luta pelos direitos das pessoas com autismo. Ela estudou
por anos o assunto e sugeriu ideias para a implantação de políticas públicas
que levaram à criação da Lei 12.764/12 sancionada pela presidente Dilma Rousseff
em 28 de dezembro de 2012.“Mesmo recebendo resistência, não desisiti”, disse.
Berenice
foi à Brasília, insistiu, e após uma longa trajetória foi ouvida.
A Lei Berenice Piana
Publicada
no Diário Oficial da União em 28 de dezembro de 2012, a Lei 12.764/12 – “Lei
Berenice Piana” institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa
com Transtorno do Espectro Autista.
Ao
instituir uma política nacional, a lei concede ao autista os benefícios legais
de todos os indivíduos com deficiência, incluindo desde a reserva de vagas em
empresas com mais de cem funcionários até o atendimento preferencial em bancos
e repartições públicas. E devem se beneficiar da lei não só os pacientes com
diagnóstico fechado, mas também aqueles casos em que há suspeita.
Com
veto a três trechos, a lei estabelece a criação de um cadastro único com a
finalidade de produzir estatísticas nacionais sobre o assunto, a participação
da comunidade na formulação das políticas públicas voltadas para os autistas,
além da implantação, acompanhamento e avaliação.
Além
disso, garante o acesso a ações e serviços de saúde, incluindo: o diagnóstico
precoce, o atendimento multiprofissional, a nutrição adequada e a terapia
nutricional, os medicamentos e as informações que auxiliem no diagnóstico e no
tratamento também estão previstos assim como o acesso à educação e ao ensino
profissionalizante, à moradia, ao mercado de trabalho e à previdência e
assistência social.
Para
cumprimento das diretrizes, o poder público poderá firmar contrato de direito
público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.
Em
casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista,
incluída nas classes comuns de ensino regular, terá direito a acompanhante
especializado durante as atividades realizadas no ambiente escolar.
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