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Ano 1- nº 6- Maio- 2016- Publicação Quinzenal da SOBES -Editora e Jornalista Responsável: Renata Idalgo MTB 23489 JP/RJ |
Histórico Sobes-Rio:
Conselheiro fundador
da Sobes-Rio, Edison Nogueira relembra início a entidade
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´Prof. Edison é sócio fundador da Sobes |
Edison Nogueira é engenheiro
Civil e de Segurança do Trabalho, com especialização em Engenharia Sanitária e
Ambiental e Mestre em Sistema de Gestão. Com 25 anos de experiência na área. e
atualmente Coordenador de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da Fabrimar
Indústria e Comércio. Coordenou áreas em indústria química e siderúrgica, o PAM
(Plano de Auxílio Mútuo) do Distrito Industrial de Santa Cruz;Professor efetivo
do IFRJ (Instituto Federal de Educação. Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro)
e também leciona nos cursos de pós-graduação em Engenharia de Segurança da
Souza Marques e da UFF.Atualmente é Conselheiro da Sobes-Rio e Suplente de
Conselheiro do CREA.
1 – A Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança (SOBES RIO)
empossou, no dia 30 de janeiro de 2015, a diretoria eleita em 25 de novembro de
2014 para o biênio 2015/2016. Além do presidente Luiz Alexandre Mosca e da
Vice-presidente Maria Christina Felix, foram eleitos Marcelo Barbosa Teixeira e Jorge Omar Luz como 1º e 2º secretário, respectivamente, e Osvaldo
Henrique de Souza Neves como tesoureiro. Também tomaram posse, na mesma data,
para o Conselho Diretor da entidade, os membros efetivos Erick Braga Ferrão
Galante e Edison César de Faria Nogueira. São suplentes os engenheiros Fernando
Silva Rodrigues e Neilson Marino Cêia. O senhor
voltou ao grupo gestor da
SOBES-Rio, sendo considerado uma referência importante da Engenharia de
Segurança do estado. Como foi essa volta e como está sendo participar do mandato
do presidente Alexandre Mosca?
Edison- Foi com grande satisfação que recebi o convite do engenheiro
Alexandre Mosca para retornar a casa onde praticamente comecei na Engenharia de
Segurança. Em 1991 filei-me à SOBES com o objetivo de integrar-me a uma
entidade que pudesse ajudar-me a sedimentar o aprendizado dos bancos de
faculdade. Posso dizer, sem medo de errar, que a Sobes teve uma contribuição
fundamental para a minha formação profissional. Em 1993, durante a participação
no 7º curso de perícias judiciais aumentei minha participação entidade,
aproximando-me mais daqueles que até então só conhecia através de artigos nas
revistas especializadas.Foi com
grande satisfação que recebi o convite para estar novamente na Sobes-Rio. Retorno mais maduro e mais consciente com a
responsabilidade que a entidade tem não só para com seus sócios, mas também a todos
os profissionais da área de Segurança do Trabalho.
A formação continuada do
profissional, o suporte às suas dúvidas, os fóruns de discussão sobre temas que
influenciem o desenvolvimento do seu trabalho na indústria ou como autônomo e
por fim a criação de um selo de qualidade SOBES, para qualificar o profissional
de segurança, conferindo a este profissional um diferencial no mercado de
trabalho, foram algumas das propostas do engenheiro Alexandre Mosca que
entendia atender aos anseios dos profissionais da área em relação à atuação da
Sobes-Rio e me fez encarar esse desafio.
2 – Fale um pouco
sobre a Sobes Rio, em cuja história, o senhor está envolvido?
Edison- Participei de uma pequena história da Sobes-Rio no seu
início e depois acompanhei o seu desenvolvimento através de revistas
especializadas. Acho que a entidade tem grande importância para nós, engenheiros
de Segurança e isso repito em todas as turmas em que dou aula, tanto na UFF,
quanto na Souza Marques. Nós só seremos fortes com uma entidade representativa
forte, porém, é importante também que saibamos os anseios dos profissionais de
hoje, para poder satisfazê-los. Em 1994, o engenheiro Reynaldo Barros, hoje Presidente do CREA-RJ, convidou-me para compor a primeira diretoria da SOBES-RIO, como 2º secretário. Foi uma grande honra para um profissional com pouco tempo de formado, participar dessa Diretoria, juntamente os Engenheiros Nilo Garcia, Elinor Amaral, Dimitrios Kaugias, Marlise Matosinhos e Evaldo Valladão entre outros.
Fiquei na Sobes-Rio até 1995, pois através de uma indicação do engenheiro Reynaldo Barros, aceitei o convite para ser o engenheiro de Segurança do Trabalho de uma grande empresa de mineração, no seu terminal portuário em Mangaratiba.
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Edison com Marlise Matosinhos, Reynaldo Barros, Alexandre Mosca e Luiz Carneiro |
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Informativo da Sobes de 1995 |
3 – Como o senhor vê
o mercado da Engenharia de Segurança do Trabalho hoje em nosso país e
especificamente no Estado do RJ?
Edison-Minha preocupação maior está na formação destes
profissionais. A proliferação de cursos de Engenharia de Segurança do Trabalho
me preocupa e mostra que virou um grande mercado, onde possivelmente a
qualidade de ensino fica em segundo ou terceiro plano.
Ao longo dos anos lutamos muito
para sair do estigma de que éramos supérfulos nas organizações, existindo
apenas para cumprir a legislação. Que o nosso trabalho era meramente
especificar/fornecer EPIs e tomar conta de extintores ou então uma babá de
adultos que não usavam os EPIs. Saímos desse patamar para sermos profissionais
imprescindíveis em organizações que tem como objetivo o controle dos acidentes
do trabalho, incluindo aí, as doenças ocupacionais. O maior receio é que essa
possível, baixa qualidade no ensino, faça-nos retornar há trinta anos atrás.
Quanto ao mercado de trabalho
ainda se tem muita armadilha por aí.
Infelizmente é a lei da oferta e da procura: muitos profissionais no
mercado, salário baixo e baixa qualidade para o desenvolvimento de um trabalho
sério.O Estado do Rio segue a crise do
país. Um estado que virou refém de uma única empresa que basicamente
monopolizava o mercado de trabalho, não só com os funcionários próprios, como
com os terceiros e empresas satélites. Quantas cidades faliram com o corte de
investimento dessa empresa?
Espaço Diretoria:
Interface da Engenharia Mecânica e da Segurança de Trabalho
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Jorge Omar Luz é diretor da SOBES-RIO |
Conectado desde 2011 com a Sobes
Rio, e engajado por completo em 2013, Jorge Omar Luz é diretor da Diretoria de
Interface da Engenharia Mecânica e da Segurança de Trabalho. Composta de seis membros
com largo conhecimento e vivência na área, e que tivessem vivenciado as várias
esferas de atribuições. “Procuramos escolher profissionais que tivessem
exercidos cargos que, por força das suas atribuições, tiveram que se defrontar
com as diversas situações de possíveis riscos. Todos do grupo desenvolvem
teorias que são apresentadas e debatidas em reuniões mensais que posteriormente
, são apresentadas ao nosso Presidente para sua opinião sobre a sua
aplicabilidade e colocadas em reunião de Diretoria para análise de sua
oportunidade de aplicação no setor.”
Jorge Omar destaca gestão de Mosca
“Quando tomei conhecimento das
metas pretendidas pelo atual Presidente Alexandre Mosca e as propostas de
mudanças em concomitância com maneira como seria desenvolvido o projeto,
aceitei seu convite para participar com experiências vivenciadas e por estarem
de acordo com a minha forma de administração de novos desafios”, disse Omar
acrescentando que “ o que pode ser
dito sobre a gestão engenheiro Alexandre Mosca, é que tenho observado um perfil
conciliador, dinâmico e profícuo, seguindo sempre as metas a serem alcançadas
visando a Segurança do Trabalho nas diversas áreas de atuação e propondo cada
vez mais desafios e anseios de melhorias para os processos , empresários e colaboradores
envolvidos”.
Perfil
Jorge Omar trabalha com reengenharia de
adequação e reforma de espaços técnicos e de manufatura. Atua no gerenciamento
dos resultados de vendas e pós-vendas; no desenvolvimento de treinamento para o
marketing interno e externo, além de realizar trabalhos de prospecção,
implantação e desenvolvimento de novos negócios. É membro da Sociedade
Brasileira de Engenharia de Segurança-Sobes. Trabalha também com Avaliações e
Perícias Técnicas Judiciais e, é Instrutor de manutenção.
SOBES NACIONAL
PRESENTE EM VÁRIOS ESTADOS
A nova diretoria da SOBES é
composta por profissionais de diversos estados brasileiros, sob a presidência
do engenheiro de Segurança Harold Stoessel Sadalla, do Estado do Pará, sendo
seu vice, o engenheiro de segurança Carlos Soares Queiroz, de Minas Gerais.
A participação em associações
profissionais é fundamental para o desenvolvimento e aperfeiçoamento, não só
pelos cursos e eventos que promovem, mas pelas oportunidades de convivência e
troca de informações técnicas. As associações também são instrumentos de defesa
do exercício profissional e atuam para dar visibilidade à área que representam.
Na área de engenharia esta participação ainda é muito pequena, e é tarefa de
cada um dos profissionais valorizar e incentivar essas instituições. No caso da
SOBES, trata-se de uma sociedade fundada em 1971 por alguns dos mais atuantes
engenheiros daquela época e mantém a tradição de independência e liderança nas
questões técnicas e legais da Engenharia de Segurança do Trabalho. A SOBES,
buscando favorecer a formação de lideranças locais, vem estimulando que as
associações regionais se formem e sejam a ela ligadas para fortalecimento e
alinhamento de ações, mas mantendo a independência de cada uma delas. São
entidades regionais ligadas à SOBES as associações de engenharia de segurança
do Rio de Janeiro, Bahia, Pará, Pernambuco, Paraná, Espírito Santo, Mato
Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Norte.
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Maria Amélia, presidenta da Fundacentro, Harold Stoessel Sadalla, presidente da SOBES e Jaques Sherique
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Cursos Sobes/ Sobes-Rio
*20º Curso de Formação de Peritos Judiciais de Periculosidade,
Insalubridade e Aposentadoria Especial
Carga horária: 90 horas
Início do Curso: 12 de Julho de 2016; Encerramento: 08 de Novembro de
2016
Coordenação: Jaques Sherique e
Alexandre Mosca
*Curso para Gestores de Processo de inspeção e Acompanhamento da NR-10
Carga Horária: 20 horas
Data: de 20 de junho à 24 de junho de 2016
Coordenação: Neilson Marino Cêia
*Curso de Planejamento e Gestão do PCMAT
Carga horária: 20 horas
Data: de 27 de junho à 01 de
julho de 2016
Coordenação: Maria Christina
Félix
*1º Curso de Petróleo e Gás - Perfuração, Completação e
Operacionalidade de Poços em Jazidas Petrolíferas e o Processamento Primário
nas unidades Petrolíferas de Produção com ênfase em SMS.
Carga horária: 40 horas
Data: de 02 à 30 de julho de 2016
(somente aos sábados)
Coordenação: Ricardo Alberto de
Jesus
*Curso
de Segurança em Serviços de Saúde - NR's Aplicáveis
Carga horária: 40 horas
Data: de 11 à 22 de julho de 2016
(de segunda à sexta)
Coordenação: Joacy dos Santos
Júnior
DE OLHO NO MERCADO
Engenheiro de Segurança- QUEM É E O QUE FAZ.
Essa é pra quem deseja se
especializar na profissão e quer saber o que faz um engenheiro de segurança ou engenheiro de
segurança do trabalho.
Quem é?
É todo engenheiro, arquiteto ou
agrônomo, que possui curso de especialização em engenharia de segurança do
trabalho.
Como atua?
O engenheiro de segurança atua na
gestão de segurança e saúde ocupacionais, em médias e grandes empresas dos mais
diversos segmentos, visando reduzir as perdas e danos (lesões humanas, danos
materiais a máquinas, equipamentos, instalações e ao meio ambiente). No Brasil,
a profissão é regulamentada pela lei 7.410, de 27 de novembro de 1985 que
dispôs sobre a especialização, em nível de pós-graduação, de engenheiros e
arquitetos em engenharia de segurança do trabalho.
O que faz?
Este engenheiro tem a
responsabilidade de zelar pela saúde e pela integridade física do trabalhador,
reduzindo ou eliminando o risco de acidentes no ambiente de trabalho. Ele
também elabora, administra e fiscaliza planos de prevenção de acidentes
ambientais. Assessora empresas em assuntos relativos à segurança e higiene do
trabalho, examinando instalações, materiais e processos de fabricação. Orienta
a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) das companhias e dá
instruções aos funcionários sobre o uso de equipamentos de proteção individual
e ministra palestras e treinamentos, seguindo as normas governamentais e da
empresa.
Vem aí o SSOA 2016
O I Congresso Luso-Brasileiro de
Segurança, Saúde Ocupacional e Ambiental - SsOA 2016 - Escola Superior de
Tecnologia da Saúde de Coimbra, em parceria com a Associação Brasileira de
Engenharia de Segurança do Trabalho e a Sociedade Brasileira de Engenharia de
Segurança, realiza, nos dias 2 e 3 de junho de 2016, o SsOA 2016. O evento
acontecerá, pela primeira vez, em Portugal, e se pretende que seja alternado,
um ano em Portugal e no ano seguinte no
Brasil. A ideia nasceu do sonho de
estreitar ligações entre Portugal e o Brasil na forma de disseminar a cultura
de Segurança, Saúde Ocupacional e Ambiental, nos países de Língua Portuguesa. A
SsOA 2016 já nasce vitoriosa recebendo a honra de obter apoio do Presidente da
República de Portugal, Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Souza. Haverá também um
encontro dos Inspetores do Trabalho dos Países de Língua Portuguesa e Francesa
da África
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Evaldo Valladão, presidente da ABEST irá na SsOA
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SOBES - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA
Av. Rio Branco, 133 - 22º andar Centro - Rio de Janeiro - RJ. Cep 20040-006
(21) 2242-2278
Pioneira desde 1971.
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