terça-feira, 29 de março de 2016

Campeã brasileira de Karatê é de São Gonçalo.

Estive no Salgueiro para conhecer uma campeã no esporte e na vida, Kaylane. Essa menina de apenas 12 anos, já traz na bagagem do início de sua vida, a conquista de tantas medalhas que pesam em seu pescoço infantil:o peso da vitória ,suada e difícil. Kaylane é uma guerreira que mora em uma comunidade carente e violenta, mas que surgiu no tatame do karatê como uma pequena que virou uma gigante. 

Vencendo as adversidades da vida, do local onde vive, ela despontou como uma estrelinha que brilha na constelação do esporte. Sua mãe, Priscila, maior incentivadora, uma mulher forte,simples, que cria sozinha, "pãe". Mulher de fé que se emociona com o brilho de sua única filha.  

Professor Erivaldo Sutero e sua esposa Adriana, pessoas de fé, batalhadoras, ele, rodoviário e ela , costureira, mas que acreditaram que o esporte transforma vidas e persistem, mesmo sem receber nenhum apoio do poder público, insistem e resistem e são recompensados com os frutos colhidos através das vitórias deste meninos e meninas do Salgueiro. Quero parabenizar a todos e dizer que tenho orgulho de Kaylane, de seus mestres e das crianças do Salgueiro.

Mas quero deixar aqui também registrado o meu REPÚDIO AO PODER PÚBLICO DE SÃO GONÇALO QUE NÃO RECONHECE E NEM VALORIZA A GONÇALENSE KAYLANE QUE LEVOU A BANDEIRA DE SÃO GONÇALO ATÉ BRASÍLIA E HONROU A CIDADE SENDO CAMPEÃ. EU TENHO VERGONHA DE DIZER QUE KAYLANE NUNCA FOI RECEBIDA NO GABINETE DO PREFEITO. ELA HONROU SÃO GONÇALO E NÃO FOI HONRADA.

PROFESSOR ERIVALDO PASSOU HORAS NA PREFEITURA DE SÃO GONÇALO PRA DIZEREM A ELE QUE A ÚNICA COISA QUE PODIAM  DAR PARA O PROJETO ERA UMA CAIXA DE BANANAS. ISSO ME DÁ MUITA VERGONHA DESTE PODER PÚBLICO QUE ESTÁ AÍ. 

CONFIRA A A MATÉRIA NO MEU BLOG E EMOCIONE-SE.

O sonho que nasce na dificuldade


“Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo”. A frase é de Martin Luther King, pastor protestante e ativista político que tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo, mas pode ser propícia a Kaylane Melo da Silva, uma menina de 12 anos, moradora no bairro do Salgueiro, em São Gonçalo, que deu o primeiro passo há 3 anos e meio ao começar a treinar karatê e se tornar campeã estadual e brasileira na categoria.
Kaylane, campeã brasileira, orgulho de São  Gonçalo



O Salgueiro é considerado um dos bairros mais violentos de São Gonçalo, mesmo com essa imagem negativa está ai a prova de que há esperança, através de projetos sociais que buscam tirar as crianças da rua e da criminalidade. A menina atleta Kaylane  é um exemplo de que em meio às dificuldades de uma comunidade carente, podem surgir campeões  que são orgulho de São Gonçalo.

Eu  e Kaylane,uma vencedora


Ela treina três vezes na semana, por cerca de 1h e meia  no Projeto Social Karatê com Cidadania do professor Erivaldo Sutero localizado na Estrada da Sapucaia, no Salgueiro.
“Conheci o karatê através das minhas primas, um dia eu vim com elas, gostei e comecei a treinar. Foi muito difícil no início. Eu era muito tímida, achava cansativo ir pra escola e depois treinar, mas tive muito incentivo da minha mãe. Nunca pensei que seria campeã. Em 2014, em Brasília, conquistei o campeonato brasileiro. Eu ficava muito nervosa, chorava, me achava inútil e fraca, queria desistir, mas recebi muito apoio da minha mãe, do professor Sutero e da sua esposa Adriana. Depois conquistei dois campeonatos estaduais, um em Duque de Caxias e outro pela Universo, na Trindade, aqui em São Gonçalo”, disse a atleta que se prepara agora para disputar seu primeiro campeonato internacional em abril, o Arnold Classic Brasil - IV Open Internacional de Karate que acontecerá no Riocentro, na Barra da Tijuca.

A mãe Priscila incentiva a filha
Fã do MC Gui, Rihanna e Beyoncé, Kaylane estuda no Colégio Municipal Visconde de Sepetiba, em Nova Cidade, está no 7° ano e sonha em continuar sua carreira como atleta e futuramente fazer faculdade na área de informática. A mãe, Priscila Melo, é orgulho puro. “ Ela é filha única. Eu fico emocionada nas competições, sempre estou junto.O Karatê foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela pra tirá-la da rua pois moramos num local muito difícil”, disse a mãe que é balconista em uma farmácia.


Esperança para as crianças do Salgueiro

Projeto  dá aulas gratuitas à crianças de 5 a 17 anos

Campeões com 8 medalhas de ouro



O professor Erivaldo Sutero, o “karateca”, tem um trabalho incrível com crianças do Salgueiro através do Projeto Social Karatê com Cidadania. Ele dá aulas de Karatê gratuitamente para várias crianças da região. “Fundamos o projeto em 2011 e já fizemos 13 campeões estaduais e Kaylane é nossa primeira campeã brasileira. Estamos com 80 alunos frequentando o projeto que é gratuito e  atende  crianças de 5 a 17 anos. Campeão estadual e vice-campeão brasileiro de Karatê, Sutero é nascido e criado no Salgueiro. Trabalha como  motorista de ônibus e ainda encontra tempo para fazer faculdade de Educação Física e ensinar o esporte junto com sua esposa Adriana, que também é coordenadora do projeto.


Meninos treinam duro pra conquistar medalhas


Professor Erivaldo Sutero e sua esposa Adriana


Nem um real do poder público


Apesar do trabalho bonito, o Projeto Social Karatê com Cidadania nunca recebeu nenhum centavo do poder público. “Já passamos horas dentro da Prefeitura e nunca tivemos apoio em nada. Quiseram dar apenas uma caixa de banana do Ceasa para o lanche das crianças que nós ainda tínhamos que ir pegar lá. Para conseguir algum dinheiro pra disputar o campeonato brasileiro fomos para rua, em frente à Prefeitura pedir dinheiro à população com quimonos, cartazes e faixas. Conseguimos na ocasião arrecadar 300 reais. Em geral quando há viagens para os torneios, os pais ficam responsáveis pela passagem dos filhos. A prefeitura nunca nos ajudou em nada e o prefeito Neilton Mullin nem sequer recebeu Kaylane em seu gabinete representando São Gonçalo. Uma campeã que levou a bandeira de São Gonçalo quando recebeu sua medalha e o prefeito sequer teve a humildade de  recebe-la ”.
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O Projeto Social Karatê com Cidadania fica na Estrada do Sapucaia, s/n , em frente ao DPO, em cima do sacolão, no Salgueiro-SG.
Doações para o Projeto na Caixa Econômica Federal- agência 0889-003, conta corrente 2529-0 em nome do Projeto Social Karatê com Cidadania.




quinta-feira, 17 de março de 2016

DIEGO SÃO PAIO em primeira reunião da REDE em São Gonçalo


“São Gonçalo precisa de uma mudança verdadeira e nós queremos e podemos ser essa mudança. A potência da juventude precisa nos guiar nesse caminho de mostrar uma alternativa viável para o povo de nossa cidade”, disse o vereador Diego São Paio  no dia 15 de março, no diretório da Rede Sustentabilidade, em São Gonçalo. Cerca de 70 pessoas se reuniram  no bairro Camarão para dar as boas vindas a Diego São Paio, vereador mais jovem da cidade oficialmente na REDE Sustentabilidade e pré-candidato à Prefeitura de São Gonçalo. O evento contou com a presença dos porta-vozes do partido no município, André Correia e Rafa Silva, além de diversos pré-candidatos à vereança.

Diego São Paio assumiu o microfone com a certeza de estar em um espaço de velhos amigos. Contou sobre o encontro com Marina Silva em Brasília e inflamou a todos com um discurso valorizando o poder de mudança da juventude. “Agradeço o carinho e o afeto com que fui recebido por todos da REDE e estaremos trabalhando juntos desde já para apresentarmos uma proposta onde o gonçalense assuma o respeito e o protagonismo que merece” continuou Diego, agradecendo ao partido e encerrou: “Somos pessoas de lutas e de paz e, construindo um espaço de amizade e afeto, teremos sucesso em nossa jornada.”

André Correia  liderança da REDE em São Gonçalo abriu o evento com a leitura do texto que anunciava a chegada de Diego O jovem Matheus Guimarães traçou todo o histórico da REDE no município, iniciado em Junho de 2015. Outro jovem, Fellipe dos Anjos encantou os presentes com a apresentação do programa da REDE, fundado com bases na ética, na sustentabilidade e na democracia participativa.

FICHA LIMPA:

Gonçalense de ficha impecável e de um mandato participativo, o vereador Diego São Paio propõe um governo de mentalidade jovem e de atitudes promissoras. Este novo elemento nas urnas enche de esperança aqueles que não tinham opção para validar seu voto, pois reprovam o continuísmo de grupos que perduram por mais de 30 anos na administração pública.

Texto- Matheus Guimarães

quinta-feira, 10 de março de 2016

Sobes on line 2


Ano 1- n° 2- Março- 2016- Publicação Quinzenal da Sobes- Editora: Renata Idalgo MTB 23489-JP

CREDIBILIDADE:

ALUNOS DA SOBES  PODERÃO IR PARA TRT-RJ

O engenheiro mecânico e de Segurança do Trabalho e empresário do setor de treinamento da FOX, Vicente Carneiro Cardoso é um dos alunos dos cursos da SOBES que recebeu e-mail do TRT-RJ para cadastro geral de especialista no e-Cage que é o primeiro passo para que o profissional preste serviço técnico ao Tribunal.

Vicente se sente gratificado pela indicação da Sobes
“Pra mim é muito gratificante saber que todo o esforço, tempo e dinheiro investido está se consolidando no mercado de trabalho. Trabalhar de forma técnica no TRT é esta consolidação. Com a crescente demanda do mercado, é muito recompensador saber que estou no caminho certo e a SOBES, com sua credibilidade e capacitação,  faz com o que o nosso trabalho apareça no mercado. Fiz o curso de Elaboração de Laudos Técnicos de Insalubridade e Periculosidade e Assistência Técnica Pericial. Venho investindo na qualificação. Estou gostando muito deste curso de Formação de Peritos. Ele tem uma boa base jurídica com didática, o que acrescenta uma nova nomenclatura no nosso vocabulário”.


A arquiteta e engenheira de Segurança do Trabalho, Maria Cristina Félix também recebeu o e-mail para cadastro no e-Cage do TRT da 1ª região e comentou: “ O TRT está com 4 mil perícias paradas a espera de peritos. Há uma necessidade deste trabalho técnico. Sendo indicado pela Sobes fica mais confiável e o TRT conta com a Sobes, a Sobes-Rio e a Abest para capacitar e informar os profissionais”.


Entrevista Especial:

Renata Schneider Viaro, analista em ciência e tecnologia da Fundacentro

Doutora em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

1- A SOBES,SOBES RIO e a ABEST vem realizando ao longo dos anos vários eventos,debates, palestras e cursos tendo como base a questão da saúde e segurança do trabalhador. Como você vê essa parceria?
Renata Schneider da Fundacentro


Renata- A área da saúde e segurança no trabalho possui uma característica única que traduz a sua complexidade e abrangência: atinge 100% dos trabalhadores e está presente em todos os setores da economia. Estamos tratando de uma das bases do desenvolvimento sustentável e, por esta razão, necessita de instituições de grande comprometimento e seriedade atuando fortemente para a melhoria das condições no ambiente laboral. Todos os esforços da parceria entre a SOBES, SOBES RIO e ABEST podem ser tomados como modelo de atuação a ser replicado no Brasil e no mundo. Como se trata de uma área interdisciplinar, as referidas instituições voltadas para a engenharia de segurança do trabalho, muitas vezes atuam englobando a abrangência necessária como, por exemplo, no desempenho de ações tanto de cunho social, quanto de políticas públicas. Tive a honra de participar da coordenação do projeto piloto de gestão de SST para micro e pequenas empresas que aconteceu no final de 2015 no Rio Grande do Sul, onde o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, através do Programa Trabalho Seguro, promoveu a capacitação e conscientização de cerca de 200 empresários, profissionais, trabalhadores e estudantes em três eventos nas cidades de Santa Maria, Porto Alegre e Caxias do Sul. Hoje esta ação é apoiada pela Fundacentro, Superintendência Regional do Trabalho e Previdência Social do Rio de Janeiro e Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, dentre outras instituições, e este avanço só foi possível porque a SOBES, SOBES RIO e ABEST acreditaram no projeto e certificaram a necessidade de ações voltadas para as micro e pequenas empresas, que correspondem a 98% das empresas brasileiras.


2-Como a Fundacentro participou e apoiou o Cadastro de Acreditação Profissional e Empresarial em Segurança do Trabalho-CAPE-ST? Explique este processo. Como está o andamento dele? No ano passado houve uma reunião com representantes da SRTE/RJ/MTE, sobre "Acreditação Profissional e Empresarial", onde você participou com Antônio Albuquerque,superintendente  do Ministério do Trabalho SRTE/RJ, Evaldo Valladão, presidente da ABEST, Jaques Sherique diretor da SOBES. Quais os avanços?

Renata- A Fundacentro, por ser uma instituição de pesquisa e disseminação de conhecimento na área da SST e ter o comprometimento de atender às demandas externas, participou em âmbito regional do planejamento do processo de Acreditação, tendo em vista que esta é uma prática bastante comum na área da saúde e se configura como uma possibilidade de crescimento e de desenvolvimento da capacidade crítica dos atores envolvidos, tanto profissionais individuais, quanto empresas. Desde o início do encaminhamento do referido processo, diversas mudanças foram observadas no cenário político, no sentido de reestruturar a atuação na esfera do ambiente laboral. A nova configuração que contempla a união de trabalho e previdência social, onde o atual Ministro, Miguel Rossetto, se destaca particularmente na atenção destinada às questões da SST, devido não apenas ao seu comprometimento com a pasta, mas pela sua vivência no setor da metalurgia, retrata um momento favorável para a adequação e continuidade do processo inicialmente proposto. Dando continuidade na pauta, o superintendente regional, Robson Leite, por ter assumido o cargo recentemente, está se integrando acerca do assunto e, desde já, está comprometido com este projeto que visa alcançar os mais elevados padrões na engenharia de segurança e saúde no trabalho, onde a necessidade de mudanças comportamentais, a mobilização dos profissionais em busca de metas e objetivos propostos, além da melhoria permanente e contínua do serviço prestado é reconhecida e colocada na pauta dos assuntos prioritários. Assim, em breve poderemos transmitir informações detalhadas sobre o desfecho deste processo.
Antônio Albuquerque,  superintendente  do Ministério do Trabalho SRTE/RJ, Evaldo Valladão, presidente da ABEST, Jaques Sherique, diretor da SOBES, Renata Schneider da  Fundacentro e Cesar Vianna , ex-presidente da SOBES.

3-A SOBES vem indicando candidatos á peritos para o TJ , além disso está realizando  19° Curso  de Formação de Peritos Judiciais de Periculosidade e Insalubridade e Aposentadoria Especial que começou dia 16 de fevereiro e vai até 21 de junho.Onde a Fundacentro entra neste processo e o que acha deste trabalho?

Renata-As Ações Trabalhistas com pedidos de Adicional de Insalubridade e Periculosidade ou pedido de Indenização por Acidente ou Doença do Trabalho e Aposentadoria Especial obrigatoriamente importam em Perícias Judiciais para inspeção no local de trabalho do empregado reclamante. Esta é uma área bastante delicada e que requer o envolvimento de profissionais extremamente sérios e comprometidos. Estamos tratando de ambientes laborais que podem apresentar níveis de exposição à riscos e perigos tão elevados a ponto do trabalhador ter prejuízos irreversíveis para sua saúde. O comprometimento das empresas precisa ser prioritário. E, é por reconhecer a importância dessa área que a SOBES se comprometeu com as indicações e com a formação de Peritos Judiciais. A FUNDACENTRO é uma instituição pública extremamente comprometida com o seu propósito de disseminação do conhecimento em SST, assim, o apoio a iniciativas como esta é uma prática constante.

4- Fale um pouco sobre as atividades da Fundacentro.

Renata-Este é um ano comemorativo para a Fundacentro, que completa 50 anos em outubro. Assim, todas as ações planejadas e em execução contemplam atividades cuja história institucional é recordada. Ao longo desse período a instituição atuou ativamente em prol produção e difusão de conhecimento científico no campo da SST. Aqui no Centro Estadual do Rio de Janeiro formamos um grupo composto por servidores, sob coordenação da Myrian Matsuo, pesquisadora com muitos anos de experiência na área. Temos diversos grupos de pesquisa, como por exemplo, marmorarias, construção civil, atividades das águas, fundições, etc. Nesta oportunidade gostaria de destacar o projeto já mencionado, sob minha coordenação, que possui um caráter social, à medida que fornece capacitação gratuita para micro e pequenos empresários, bem como trabalhadores e interessados na área. “Gestão de SST para MPE” é fruto de mais de um ano de trabalho na busca de parcerias para sua realização. Graças ao empenho de parceiros que acreditaram na ideia, em especial Evaldo Valladão, presidente da ABEST, e Raul Sanvicente, desembargador do TRT da 4ª Região e gestor regional do programa Trabalho Seguro, conseguimos o apoio do Ministro Miguel Rossetto e já iniciamos as atividades no final de 2015 com muito êxito. Em 2016 temos o plano de cobrir todo estado do Rio de Janeiro, promovendo acesso gratuito à informação em diversos pólos. O trabalho é um meio de ganhar a vida e não de encontrar doenças, mutilações ou até a morte. Vamos lutar unidos para tirar o Brasil do 4º lugar no ranking dos países que mais causam acidentes de trabalho no mundo.

      Jaques Sherique- Secretário da SOBES-Nacional fala sobre CAPE-ST 

 Sherique é coordenador do Curso de Peritos



     Como surgiu a ideia do CAPE-ST- Cadastro de Acreditação Profissional e Empresarial em Segurança do Trabalho?

   Sherique:Essa ideia, já vinha sendo maturada há algum tempo, em função da grande demanda de perícias pendentes no Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região. Com a retração do mercado de trabalho, surgiu também uma procura muito grande de profissionais interessados nas atividades períciais. Mas a ideia tomou força com o incentivo de juízes e da própria presidente do TRT, em reunião realizada no seu gabinete.

  
     Explique como o CAPE-ST funciona.
   
    Sherique: O cadastro funciona, tendo por base a capacitação realizada pela SOBES- BRASIL ou por suas entidades integradas, onde após a capacitação, uma comissão de especialistas avalia o nível de conhecimento do profissional e atribui uma posição no cadastro. Lembro que não cabe às entidades habilitar ou não esses profissionais, pois todos já sendo Engenheiros de Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho, já são capacitados pelo seu Conselho, cabendo apenas às entidades o cadastramento por níveis de conhecimento auferido nos eventos de capacitação. O novo Código de Processo Civil prevê no seu artigo 156, que o Juiz será assistido por perito quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, estado previsto no seu parágrafo primeiro que os peritos serão nomeados entre os profissionais legalmente habilitados e os órgãos técnicos ou científicos devidamente inscritos em cadastro mantido pelo tribunal ao qual o juiz está vinculado.

      O que as empresas, instituições e os profissionais de Segurança do Trabalho podem esperar do CAPE-ST? No que ele pode auxiliar e contribuir no trabalho da Engenharia de Segurança do Trabalho?

Sherique: O grande objetivo desse cadastro é auxiliar as empresas, reclamantes e justiça no trabalho de realizar mais de 4.000 perícias que se encontram pendentes por falta de peritos especializados. 

   Quais as perspectivas da SOBES, SOBES-RIO e ABEST para esse ano em que teremos Olimpiadas? Será que a Segurança do Trabalho tem sido respeitada nestas construções e será que haverá essa mesma preocupação com a Segurança do Trabalho no decorrer deste mega evento? Deixe sua opinião.

Sherique: As entidades estão prontas para contribuir e colaborar nas atividades de segurança do trabalho nas obras e atividades olímpicas, inclusive já tendo realizado alguns trabalhos através de empresas e profissionais associados a essas entidades.

Como está sendo para você coordenar o 19° Curso de Formação de Peritos Judiciais de Periculosidade e Insalubridade e Aposentadoria Especial?

Sherique: Essa coordenação está sendo muito gratificante, pois não esperávamos a procura tão intensa, que ocorreu no evento, deixando a todos com o sentimento do dever cumprido.
A advogada Cláudia Serpa fala sobre prova pericial no módulo jurídico do Curso de Peritos 
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Pioneira desde 1971.

quarta-feira, 9 de março de 2016

DESRESPEITO AOS ARTISTAS

No mês passado eu já havia colocado no meu post no Facebook um comentário sobre a realização de Baile Charme na Casa das Artes de São Gonçalo. Vários artistas da cidade se mostraram indignados com o acontecido. Um espaço do artista plástico, da poesia e da literatura se transformando em "clube". Nada contra o pessoal do Charme. A questão é que o local não é apropriado. Alí não é clube e nem casa noturna. Fiquei na bronca.
Agora mais uma bronca. Me indigna bastante esse desrespeito aos artistas da cidade relatado pelo artista plástico Mário César Candido que participou da I Mostra Universo Feminino, na Casa das Artes. Eu não sei o que está acontecendo na Casa das Artes, pois no ano passado com a direção da superintendente de Artes Visuais, a Casa das Artes "bombou" na mídia com várias programações, exposições de todos os tipos, fotografias, cursos de desenho , literatura de cordel, saraus de poesia, vários lançamentos de livros. Este dinamismo não pode parar e nem dar lugar a atos meramente politicos.

A gafe da etiqueta. Aparentemente algo pequeno e insignificante. Mas NÃO É. TRATA-SE DO CRÉDITO DO ARTISTA. SEUS NOMES EM SUAS OBRAS.

DESRESPEITO AOS ARTISTAS 

CONFIRA A MATÉRIA:


“Muito tempo sem me envolver com exposições em São Gonçalo, com Secretaria de Cultura, com FASG. De repente achei que valia a pena apostar em um sopro novo que vi surgir na FASG com a proposta da I Mostra Universo feminino. Entrei e mantive meus pés atrás, lógico. E não deu outra. Foi um engano. Continua tudo igual. SÃO GONÇALO NÃO TEM JEITO. Que coisa ridícula!!! Não visite. Não vale a pena”, essa é a fala indignada do artista plástico Mário César Candido Vieira, formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ que expôs seus trabalhos na I Mostra Universo Feminino, na Casa das Artes - Centro/São Gonçalo.
                                        
                          Mário César é artista plástico da Escola de Belas Artes da UFRJ, morador de São Gonçalo,  já expôs e foi curador no Rio de Janeiro e em outras cidades.



DESORGANIZAÇÃO: EDITAL FALHO E ARTISTAS SEM CRÉDITO NAS SUAS OBRAS

Mário conta que as falhas já começaram no edital. “O edital de convocação para a mostra não foi cumprido: teve inscrição fora da data,  a divulgação foi péssima, culminando com os artistas chegando lá e vendo suas obras sem crédito. As obras foram fotografadas e filmadas por uma TV e não havia autoria. Isso já é um absurdo primário. Perguntei ao "curador" da mostra e ele me disse que foi decisão dele,  porque as etiquetas não foram entregues pela gráfica. E a solução era ele fazer com impressora caseira e depois substituir. Isso é São Gonçalo. Desordem e desrespeito com os artistas”, disse Mário."Espera-se respeito com os créditos, um bom recorte curatorial, um texto de apresentação. Eu sou curador também e falo com propriedade de quem tem experiência dentro e fora de SG. Fui curador do SESC-SG por 5 anos", acrescentou.

“Esse rapaz levou uma imagem do meu trabalho para casa. Com certeza gostou. Deve querer compartilhar, mas não vai poder dizer que a obra é de Mário Candido. O "Curador" da mostra não colocou etiquetas com os dados das obras. Isso não tem desculpa... apesar de eu ter ouvido algumas. Falo também como curador que já montou várias exposições, incluindo uma com 66 obras e sempre fiz um trabalho impecável... de respeito a todos”, disse Mário que considerou o evento  vexatório.



Mário afirma ainda que “os artistas gonçalenses precisam crescer, perder ranços." "Há necessidade de receber Certificado de Participação em exposição? Certificado de artista é convite, folder e reportagens. Quer receber? Recebe depois em off e não em cerimônia politiqueira na abertura da Mostra. Isso só serve para pantomímas manipuladoras”, disparou. Finalizando Mário acrescenta que "as artes visuais e a atuação cultural de São Gonçalo, com raríssimas exceções, está no século XIX.... e um século XIX mal compreendido "

Concordo com você Mário. São Gonçalo como um todo precisa aprender e muito a valorizar e respeitar seus artistas e, sobretudo, tem que aprender a se organizar e isso se reflete não apenas na cultura , mas em todas as esferas da sociedade. Falta sangue novo, Ideias novas. Como você mesmo disse, São Gonçalo precisa deixar de ser uma cidadezinha baseada em coronelismo, que faz tudo de qualquer jeito e que ainda não despertou para um novo século. Fica aqui no registro da nossa crítica.

Perdemos J. Sobrinho, grande nome da imprensa de São Gonçalo

Faleceu na madrugada de hoje, sexta-feira (17), o jornalista e apresentador J. Sobrinho. Ele enfrentava problemas de saúde e não resistiu. G...